Antes de já começar discorrendo sobre o filme This Is It, vamos fazer um mini flashback.
Michael Jackson faria 50 shows em Londres, começando em julho de 2009. Ingressos se esgotaram rapidamente como a venda de garrafas d’água no meio do deserto do Atacama. Fãs se exibiam com seus ingressos holográficos esperando o retorno do ano aos palcos. Jacko, que lançou seu último álbum de estúdio em 2001 – Invincible – estava ocupado com o novo disco de estúdio previsto para 2009. O comeback não viria apenas com o álbum novo e sim com os shows. Tudo estava bem quando, de repente, a morte chegou e pegou Michael sem aviso prévio, no dia 25 de junho deste ano como uma vela que se apaga por falta de oxigênio. Sublimemente. A morte repentina não combinava nem um pouco com as últimas imagens filmadas dos ensaios dos shows: um Michael cheio de energia, claro, não tão vivo quanto antes – não usava muito as pernas pra dançar - mas ainda restava uma chama. E essa chama foi registrada minuto a minuto. Teremos a oportunidade de ver essa chama, ver como realmente seria o novo show. Grandes sucessos e com coreografias bem bacanas dirigidas por Kenny Ortega (High School Musical, 2006/2007/2008).
A chama. A lembrança. O concerto mais esperado de todos e que, infelizmente, não aconteceu.
A maior parte dos ensaios foi filmada no ginásio esportivo Staples Center em Los Angeles, onde foi velado. Michael aparece feliz e bem disposto – apesar de algumas vezes parecer cansado, o que não torna o filme maçante, pois na maioria das vezes ele se mostra muito animado e bem humorado – e, como de costume, brincalhão. No início aparecem os envolvidos (músicos, dançarinos, etc) expressando a felicidade pela oportunidade de estar ao lado do ídolo. A introdução do documentário se dá com a clássica Wanna be startin’ somethin’, do Thriller.
Pontos altos: They Don’t Care About Us (10 dançarinos se tornaram 1000 “digitalmente”), The Way You Make Me Feel (matadora, como já dizia o produtor Quincy Jones), Human Nature (muito boa a performance vocal de Jackson nessa música, grandes agudos), Billie Jean (batendo o pé em sincronia com a bateria, soberbo), Thriller (na telona é outra impressão, monstros mais assustadores que no clipe original – super produção). E o final do filme: uma oração e logo em seguida a passagem de som de Man In The Mirror. Jacko: essa música requer fôlego e você arrebentou, literalmente. Excelente escolha pra encerrar.
Pontos negativos: Na passagem de som das músicas dos Jacksons 5, ele mostrou um pouco de cansaço e tocou mais o instrumental do que a voz dele. Não o culpamos, afinal ele esteve/estava doente (já que alguns fãs têm certeza disso e chegaram a boicotar o filme justamente por mostrar só o lado positivo com risadas e saúde sã). Rei é rei e nunca perde a majestade. Sem contar que em I’ll Be There ele repetiu várias vezes o verso final (and I’ll be there) com a desculpa de ‘poupar a voz’ e pedindo que os demais entendessem isso. Acredite, eu entendo.
Das considerações finais: Michael, como sabemos, sempre foi perfeccionista. Podemos ver claramente. Se uma nota no piano tá fora do compasso, ou uma coreografia fora do ritmo, ele faz todo mundo parar e começar novamente e sempre com a frase: ‘vamos lá, com amor pessoal: é pra isso que estamos ensaiando’. Amor: a palavra que definia tudo o que Michael se envolvia e se dedicava. Nada podia ser feito nas coxas e nem devia: afinal, sabemos muito bem como ele era. Não com a mesma vivacidade de quando era jovem, mas ainda assim contagiante. Uma chama que se apagou de repente.
This is it: Is this REALLY It? Of course, it is. Existem boatos de que o DVD/Blue-Ray, que será lançado em janeiro de 2010, virá com 4 horas de extras. Só de extras. Sonho. Ou pelo menos uma extensão dele. Uma extensão de ver o Michael ao vivo por mais 4 horas.
Vida longa ao rei do pop!

1 comentários:
Fiquei emocionada com o seu texto!
Parabéns!
E como diz o próprio rei: O amor sempre vive!
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