quinta-feira, 18 de março de 2010

Ch-Ch-Ch-Ch-Changes (8)

Nem tudo na vida muda, mas o meu blog mudou. O Blog do Alves mudou de casa: agora está hospedado no Wordpress. Depois de anos de convivência com o Blogger, ele decidiu alçar novos vôos, se é que entendem o que eu digo.

O endereço agora é http://oblogdoalves.wordpress.com/

Logo mais, o Blog do Alves estará totalmente repaginado com um layout mais ‘a minha cara’, ou seja, vai ficar muito, mas muito bom. Aguardem.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Poema espontâneo

 

Num simples diálogo, pode nascer um poema com rimas até interessantinhas. Aconteceu num churrasco de domingo com a minha prima Jayne. Prestem atenção.

- Trouxe um guardanapo pra você.
- Obrigada, Fê.
- A Jeéh não quer comer.
- Vai emagrecer.

Sem querer, nós não tínhamos a intenção de escrever uma antologia poética, mas… Se vocês quiserem, pode se tornar poetas tão bons quanto nós. É só querer.

NOT

terça-feira, 9 de março de 2010

Todos os Homens do Presidente

 

Junte dois objetivos. Ter por principal meta retratar sobre o escarcéu de Watergate ocorrido em Washington DC em 1972. Dar uma aula certeira sobre Jornalismo Contemporâneo utilizando as teorias do Newsmaking (teoria que investiga mais detalhadamente a cultura de trabalho dos profissionais da mídia, dando mais importância ao processo de industrialização das informações fornecidas pela realidade, assim avaliando se a informação é ou não notícia) e Agenda-Setting (efeito social da mídia que compreende a seleção, disposição e incidência de notícias sobre os temas que o público falará e discutirá). Juntou? Então você terá o filme ganhador de 4 Oscars estrelado por Robert Redford (Proposta Indecente, 1993, e Jogo de Espiões, 2001) e Dustin Hofmann (A primeira noite de um homem, 1967, e Rain Man, 1988).

Em Todos os homens do presidente (All President’s Men, EUA, 1976), dirigido por Alan Pakula, é fielmente retratado o que realmente aconteceu no ano de 1972: o caso da espionagem política que fez com que o 37º presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, fosse obrigado a renunciar o posto. O edifício Watergate, pra ser mais específico no quartel-general eleitoral do Partido Democrata, foi invadido por ladrões com microfones, walkie-talkies e câmeras. As suspeitas de que o presidente Nixon estava mesmo envolvido nas escutas ilegais subiam cada vez mais. Cenário: Redação do jornal The Washington Post. Noites em claro, nomes riscados, portas sendo fechadas em suas caras: foi basicamente isso que os jornalistas investigativos Robert Woodward (Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman) tiveram que passar na procura incessante por fontes que saibam quem realmente está envolvido no caso Watergate.

Não foi fácil pra eles acharem fontes realmente confiáveis durante o percurso, porem, a fonte mais significativa tenha sido o Deep Throat (Garganta Profunda), uma fonte que combinava um encontro numa garagem de prédio e ficava fazendo “joguinhos” dizendo sempre: “isso é você mesmo que tem que descobrir”, irritando Bob. Mas uma fonte crucial foi a bibliotecária da Casa Branca, Judy Hoback, que numa conversa demorada deu as iniciais dos supostos envolvidos no caso. O editor-chefe Ben Bradlee, antes de publicar a matéria, ainda tinha de ter certeza sobre citar o nome do segundo homem mais importante de Washington: H.R. Haldeman. Aí vem uma cena interessante: Carl pressionou a fonte no telefone, que por sua vez se recusou a falar alguma coisa sobre Haldeman. Disse que ia contar até dez. Se a fonte continuasse na linha até o final da contagem, estaria confirmado pra finalmente publicar a matéria com o consentimento do editor Ben Bradlee. Depois de publicada, a verdade divulgada pra quem quisesse ler, o presidente Nixon renunciou o cargo em 9 de agosto de 1974.

“Todos os homens do presidente” é um filme primordial em quaisquer cursos de comunicação. Um roteiro intrigante, atuações e direção dignas e claro: uma aula de Jornalismo Contemporâneo baseado num assunto que foi o marco na história dos Estados Unidos.

PS1: Teve 8 indicações ao Oscar, ganhando 4 estatuetas:

Melhor ator coadjuvante: Jason Robards (Editor Ben Bradlee)
Melhor roteiro adaptado: William Goldman
Melhor direção de arte: George Jenkins e George Gaines
Melhor som: Arthur Piantadosi, Les Fresholtz, Dick Alexander e Jim Webb.

PS2.: Não posso encerrar este texto sem uma informação importante: até 2005 a identidade do Garganta Profunda, o informante misterioso, foi um mistério. Até que em 2005, Mark Felt, vice-diretor do FBI, na época com 91 anos, assumiu ser o responsável pelas informações no caso Watergate. Felt morreu em 2008 aos 94 anos.

 

TRAILER

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

67 anos de George Harrison

 

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O beatle místico e tímido George Harrison completaria hoje 67 anos de idade. Inovou trazendo muito da cultura indiana para os Beatles, como a cítara, por exemplo. Taxman, While My Guitar Gently Weeps, Piggies, Something e I Me Mine foram algumas de suas grandes composições no grupo.

Foi uma árdua batalha contra o câncer na garganta devido ao tabagismo. Dói aqui no fundo ouvir Beautiful Girl do bootleg Beware of Abkco!: a voz debilitada e cansada do Harrison. Um músico e produtor como este, com certeza, faz muita falta no cenário fonográfico.

Vale a pena lembrar que ele dirigiu Surpresa em Shangai, de 1986, com Madonna e Sean Penn, além de produzir a trilha sonora. O filme foi um fiasco, mas o que é um fiasco pra quem já tem o seu lugar no céu musical garantido?

O que falar do Harrison? Acho que se eu falar mais alguma coisa, a magia se quebra. O mínimo que posso fazer é ouví-lo muito e, claro, respeitar esse grande magnata da música. Sim, ele faz muita falta nesse mundo onde só o HOT e o superficial sobe pra primeira posição na Billboard.

Vida longa ao MITO. Ao som de When We Was Fab do álbum Cloud 9 (1987).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Milagres capilares em Monalisa

 

Todos sabemos que a Monalisa, grande obra de Leonardo Da Vinci, não tem um cabelo muito chamativo. Mas a marca de shampoo Pantene fez um bom trabalho na nossa carismática personagem de 1503.

Da Vinci’s “Monalisa” with a beautiful hair. Yes, Pantene makes great miracles on the artistical world, hahaha.

Sim, um bom shampoo faz milagres no mundo da arte.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Enquanto isso, no colegial…

 

Acho que vou mudar o nome do blog. Não será mais Blog do Alves. Tá mais pra Blog dos Sonhos, porque ultimamente é o que mais tenho postado. Desta vez foi com o colegial. De novo.

As imagens dos corredores da minha antiga escola continuam me perseguindo. E nesse sonho foi de uma maneira, digamos, bizarra.

 

Felippe chega na rotineira escola com uma mala. Não parece estar consciente do lugar, ainda. Procura a sala do 3º Colegial e não a encontra. Ao subir as escadas, encontra os amigos que estudaram com ele no Ensino Fundamental. Alguns bem diferentes do que ele costumava ver. Uns com cabelo rastafari, outros vestidos como hippies, assim como aqueles aspirantes a modelos com roupas de grife. Quando finalmente chega no corredor, ele direciona sua retina para a aglomeração de estudantes. Os amigos/colegas/sejam-lá-o-que-for antigos ficam olhando para o recém-chegado. Diferente do Felippe da realidade, o Felippe do sonho passava por eles com um olhar austero, seguro, não se importando a mínima com piadas e criancices com as quais ele teve que lidar quando criança. Foi aí que ele se deu conta que os demais alunos também tinham malas nas mãos. Então, concluiu que a escola não era mais apenas uma escola e sim um internato. Não foi o fato da escola ter se tornado um internato, nem muito menos como se tornou um. O que mais chamou a atenção do Felippe REAL foi como o FANTASIOSO lidou com os demais alunos. Com indiferença, sem sentimentos, sem vontade de “confraternizar”, digamos assim. Depois de tantas desilusões e problemas de relacionamento com essas mesmas pessoas que ele reencontra, ele simplesmente chega na escola completamente disposto a não permitir que ninguém quebre sua moral, sua reputação, seu coração. Se tivessem corações partidos, certamente o dele não seria um deles. Quer ser respeitado e, se fosse possível, humilharia quem tentasse pisar no seu calo. Era como se aquele olhar austero dissesse: “Eu mudei. Ai de quem se colocar no meu caminho. Vão desejar nunca ter nascido. Jamais subestime o poder de uma pessoa partida querendo vingança”.

Não sei se o Felippe REAL teria essa segurança, realmente. Ele não teve essa segurança. Agora é tarde. Ele não pôde trabalhar o passado dele, mas agora pode trabalhar o futuro.

Finais inesperados – pt 1. Os Três Porquinhos

 

Cansados do ‘Feliz pra Sempre’ nas histórias infantis? Eu resolvi mudar o rumo dos personagens, afinal ‘vida é vida’. Ninguém é ‘feliz pra sempre’. Se todos fossem felizes para sempre, a vida seria muito frustrante. Ok, antes do ‘feliz pra sempre’ os personagens comeram o pão que o diabo amassou, mas e aí? Depois se safaram e pronto. Fim da história. Não, eu não me conformo. Por isso estou aqui para acabar com essa história de ‘feliz pra sempre’, porque isso não dá camisa a ninguém.

Os Três Porquinhos

Era uma vez três porquinhos trigêmeos. Astolfo, Ruffos e Idino. No aniversário de 18 anos deles, a mãe deles, Serafina, disse:

- Vocês já completaram 18 anos. A partir de hoje são adultos, donos do próprio nariz, prontos para arcarem com quaisquer responsabilidades. Hora de cada um seguir sua vida, construir sua própria família. Eu já tô cansada demais pra ficar trabalhando e sustentar marmanjos com barba na cara.

Com isso, os porquinhos – porcões – saíram de casa, procurando um rumo decente.

Durante o caminho, os irmãos conversavam:

- Hm, nossa mãe está certa. Temos que seguir em frente – disse Astolfo, o mais correto dos irmãos.
- Bah, que nada. Ela só está nos colocando pra fora de casa à toa. Reclamava muito quando eu chegava mais de duas da madrugada em casa - rebateu Ruffos, o mais arruaceiro deles.

Foi aí que Idino, o meio termo deles, começou a falar:

- Parem de conversa fiada e podem começar a pensar no futuro. Como vão se sustentar? Como vão comer? Já pensaram como vão construir suas casas?

- Eu quero fazer algo simples, clean. Construirei uma casa de palha e já tá ótimo - respondeu Ruffos - depois eu terei tempo de sobra pra paquerar umas cocotinhas.

- Pois eu quero uma casa rústica, de madeira. - respondeu Idino.

Astolfo, dessa vez, tinha mais seriedade na voz:

- Vou construir uma casa de tijolos bem jeitosa, com uma elegante chaminé.

Dias depois, todos com suas casas prontas, comemoraram juntos no bosque. Um lobo velho das redondezas, escondido atrás de uma árvore, viu os três porquinhos felizes e pensou: "Eles vão ver só o que terá pro jantar, muahahahaha".

Ruffos estava tranquilo em sua casa, quando de repente ouviu uma batida forte na porta. Viu pela janela que era o lobo. O bicho gritou:

- Abra já essa porta ou eu vou assoprar a casa e derrubar.

- Não vou abrir nada. Vai procurar sua turma, seu velho tarado.

Irritado, o lobo assoprou a casa e a palha voou toda, restando apenas o esqueleto da casa. Ruffos saiu correndo por 2 km a frente e entrou na casa de Idino. O lobo viu e fez aquele escarcéu:

- Ou me deixem entrar ou sintam minha fúria.

Como a casa era de madeira, ele decidiu se poupar e jogou um saco de cupins biônicos e plu. Assim, em menos de 30 segundos, como num desenho animado, a casa rústica de Idino ficou só o caco.

Apavorados, eles correm pra casa de tijolos de Astolfo. O lobo vê a casa de tijolos e fala:

- Aham porquinhos fedidos, sentem lá. Até parece que eu vou gastar meus pulmões debilitados pra assoprar tijolos. Quero curtir minhas férias no Caribe com meus pulmões inteiros.

Horas depois, os irmãos tinham até esquecido do Lobo. Eles ficaram sossegados, vendo fotos antigas de quando eram crianças e não tinham preocupações e acne.

No crepúsculo, o lobo sobe no telhado:

- Fiz um esforço do cão pra comer vocês e não consegui. Quer saber? Sei quando reconhecer uma derrota. Não vou comer vocês, mas vocês terão de pagar um preço caro: a casa de tijolos. Não vou gastar meus pulmões só pra uma coisa que eu vou comer e ainda vai me dar indigestão.

Com isso, ele pegou uma dinamite e jogou dentro da casa pela chaminé.

A casa deu perda total. O lobo saiu com um ar austero e rindo alto. Sem rumo na vida, os porquinhos voltam pra casa da mãe querendo colo. O que encontram? Um bilhete na mesa da cozinha que dizia:

“Casei com o Senhor Touço e fomos morar na Suíça. Sejam felizes e mantenham contato.”

Final da história: os três irmãos ficaram desabrigados e seguiram comendo o pão que o diabo amassou.